Não é como se houvesse dor. Não é como se existisse calor.
Estava tudo assim desde quando você decidiu que era melhor ir embora, que deveriamos ter nossos projetos separadamente. Ninguém quis tomar teu lugar. Eu não deixei. Até hoje.
Parece que enfim me sinto melhor, enfim me sinto livre de você, livre de nós. Como se cada passo meu você estava vigiando, como se cada dor minha fosse você o ponto agudo.
Ninguém precisou me dizer que eu tinha que abrir uma janela ou porta. Eu abri uma fresta e o vento se encarregou do resto.
Você sabe que foi melhor. Foi pisando em meus próprios calos, sentindo mais dor que eu me fiz melhor. Foi fechando que eu conseguisse que tudo fosse mais aberto, mais visível. Claro como a luz do dia. Brilhante como o sol.
Não é como se existisse outro alguém. Não é como se existisse você.
Está tudo assim desde que eu decidi que era hora de ir embora. Hora de recomeçar meus planos. De passar todo o rascunho a limpo.
Hora de mudar. Mudar por hora.
Esta tudo fora do lugar, de novo.
Alguém acende a luz, porque eu já me perdi e continuo me perdendo.
Quando essa sensação vai passar?
O preço de ter ido embora? Eu continuo pagando.
sábado, 23 de julho de 2011
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Migrando.
Os tempos mudam e as escolhas também. Ultimamente ando estupidamente desanimada com este (e não só com isto) que era para ser um ótimo projeto. Tratando o blog de forma descontínua e em muitos dias pensando em desistir dele. Por ora, não postarei mais aqui. Estou migrando para o Tumblr. Visite se achar que deve.
www.sweetmeet.tumblr.com
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Lembranças de um passado próximo.
Hoje talvez seja um dos melhores dias do meu ano, não só pelas circunstâncias do dia, mas também porque foi hoje que eu parei e diz um "remember". É certo que ainda falta praticamente um mês para que 2010 termine, mas para mim ele já acabou. Acabou porque talvez eu não tenha mais ambições para esse último mês. Mas olhando para trás eu vejo um ano que teve tudo para dar certo, em absolutamente todos os aspectos. Apesar de ter me mostrado conseguir ser muito mais fria do que imaginava na questão sentimental, a primavera trouxe consigo novos ventos, desmoronando toda a fortaleza que eu já tinha construído a minha volta e mostrando para mim um lado que eu jamais veria sozinha.
Um ano cheio de ausências minhas e de novas presenças que mostraram-se de forma surpreendente sua grande importância para que o meu ano fosse perfeito. E lá sempre muito presente, aquela pequena gigante que em muitos momentos (e no principal deles) deu sempre muita força para mim, me aturando talvez em muitos dos meus dias ruins (que não foram poucos) sempre sem falar nada que talvez me afligisse mais. Foi com você amiga, que talvez que tenha passado os melhores e mais engraçados dias deste ano (E deu nó na garganta ao falar de você! E eu te desejo muita, muita sorte mesmo. Sempre!).
E o que seria do meu ano se eu não tivesse sempre comigo uma apostila? Acho que se eu pudesse dizer um lugar em que eu mais fiquei nesse ano foi no Dom Bosco e, eu não seria capaz de dizer que tal investimento foi inútil, porque só eu sei o quão útil foi para mim. Desapontamentos à parte, 2010 foi o ano em que eu consegui me encontrar e ver em mim tudo aquilo que eu não conseguiria levar a diante. Eu consegui fixar o que é meu exatamente onde eu quis e agora eu diria que só faltam dois lugares onde eu gostaria de chegar e ainda não cheguei, mas eu vou lutar por eles e não vou esquecer assim tão fácil.
Enfim, eu gostaria de agradecer a aqueles que deixaram um pouquinho de si em mim e vale ressaltar que as noites mal dormidas, a má alimentação, o nervosismo, a ansiedade e eu não poderia me esquecer é claro, da cerveja gelada no Largo, valeram a pena cada segundo e, eu repetiria muitas coisas se fosse para estar com vocês.
Um ano cheio de ausências minhas e de novas presenças que mostraram-se de forma surpreendente sua grande importância para que o meu ano fosse perfeito. E lá sempre muito presente, aquela pequena gigante que em muitos momentos (e no principal deles) deu sempre muita força para mim, me aturando talvez em muitos dos meus dias ruins (que não foram poucos) sempre sem falar nada que talvez me afligisse mais. Foi com você amiga, que talvez que tenha passado os melhores e mais engraçados dias deste ano (E deu nó na garganta ao falar de você! E eu te desejo muita, muita sorte mesmo. Sempre!).
E o que seria do meu ano se eu não tivesse sempre comigo uma apostila? Acho que se eu pudesse dizer um lugar em que eu mais fiquei nesse ano foi no Dom Bosco e, eu não seria capaz de dizer que tal investimento foi inútil, porque só eu sei o quão útil foi para mim. Desapontamentos à parte, 2010 foi o ano em que eu consegui me encontrar e ver em mim tudo aquilo que eu não conseguiria levar a diante. Eu consegui fixar o que é meu exatamente onde eu quis e agora eu diria que só faltam dois lugares onde eu gostaria de chegar e ainda não cheguei, mas eu vou lutar por eles e não vou esquecer assim tão fácil.
Enfim, eu gostaria de agradecer a aqueles que deixaram um pouquinho de si em mim e vale ressaltar que as noites mal dormidas, a má alimentação, o nervosismo, a ansiedade e eu não poderia me esquecer é claro, da cerveja gelada no Largo, valeram a pena cada segundo e, eu repetiria muitas coisas se fosse para estar com vocês.
(Texto redigido em 03/12/2010)
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Mais uma vez tive um grito abafado. Foi como se tudo tivesse se calado, como se o silêncio me compreende-se e me dissesse que aquele era o meu momento de ficar calada, a sós na minha cabeça. Que dentro de mim qualquer fio de esperança apagava-se naquele momento. As minhas mãos e pernas tremiam como se eu fosse um terremoto, meus olhos procuravam incansavelmente por algo que eu não tinha mais chance de achar. Eu não sei o que fazer, eu não sei como devo fazer. Tudo tem o seu tempo? Certo.. eu só cansei de esperar.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
brecha
...eu sempre acho que você será capaz de resolver aquilo que eu deixei pendente. Você pode pelo menos não bater a porta? Eu amo os seus tênis.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Memorian Immemoratus
Eu saí da cama, deixei teu lado arrumado
Eu saí do quarto, deixei a luz acesa
Eu saí da cozinha, deixei tua xícara na mesa
Eu saí de casa, deixei a chave na porta
Não foi a esperança de te ver voltando que me fez deixar o que era teu na forma que você mais gostava. Foi a memória que não me deixa lembrar o momento em que você tenha partido. Eu sequer consigo lembrar se você viveu comigo. Se algum dia a memória me recordar esse momento, não posso deixar de anotar.
Outro dia eu abri a janela e junto com o vento forte um pássaro resolveu entrar e vir morar comigo. Ele era tão frágil que tive medo de quebrar seus ossinhos com a força do amor que sentia por ele. Mas ele era tão especial que eu tinha medo de magoá-lo, de ferir seu coração tão pequenino. Quando ele acordava de mau-humor nem sequer olhava nos meus olhos para me dar bom dia, gritava de longe como se eu tivesse cometido um crime. Mal sabia o passarinho que meu crime maior era ter aprisionado aquele que havia nascido para ser livre.
Eu bagunço a cama e não faço mais questão de arrumá-la
Jamais esqueço qualquer luz acesa agora
Não sei o que aconteceu, mas uma xícara sumiu da minha prateleira
Chaveei a porta e tranquei todas as janelas,
eu não quero que o passarinho volte.
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