domingo, 13 de janeiro de 2013

Provavelmente,

Noites mal dormidas, nunca eram resultados de boas coisas. Ainda tinha medo dos monstros embaixo da cama ou dentro do guarda-roupas. Provavelmente todos aqueles medos que tinha eram somas do passado, problemas mal resolvidos, portas entre-abertas. Dentre tantas as escolhas, cuidou tanto para que não fizesse a pior e acabou fazendo, ela acabou com tudo em questão de segundos, acabando com mais um sonho: o de fazer o que é certo. Nunca pensou que fosse se importar em ver ele sair por aquela porta, mas confessou ao seu diário que isso lhe afligiu. Teve vontade de chorar, de correr, de fugir, de fechar os olhos. Diante de todo aquele tumulto, nada disso conseguiu fazer, esqueceu-se até de olhar para trás, pois ela provavelmente não se importa mais.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Verão, carinho e coração.

Haviam tantos quadros expostos naquela sala, mostravam toda a vida mísera que levara até aquele dia cinzento. Porém, havia na sala ao lado quadros tão coloridos que nem pareciam ser seus, com cores tão vivas que nem pareciam pertencer a sua paleta. Tantos sorrisos, tanta paixão naquelas molduras. Desde quando aquele sorriso era seu? Lembrou-se de alguém chegando, camisa branca, calça jeans, um tênis bonito e um sorriso esplêndido. Foi assim, dessa forma calma e tão perturbadora que ele tinha ganhado o coração daquela menina. Fazia dela carinho e dele coração. Se ainda não sabia ainda o que fazer, descobriu no momento em que viu aqueles quadros. Sabia agora para onde e com quem ir, o verão tinha chegado.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Sobras



Tanta poeira em nossos sapatos, se acumulando cada dia mais, nossos pés se esconderam debaixo de tanto pó. Nos prendemos a essa condição, nos acomodamos em viver assim, um passo mais largo parecia ousado, um abraço mais apertado parecia pecado. Acontece que para nós tempo sempre foi de sobra, assim como sempre sobraram tantos espaços vazios, ainda sobram tantas dúvidas. Sobras de bons momentos que vivemos, passaram e acabaram. Alguns tons desbotam, uns permanecem os mesmos, outros só ficam mais vivos. Ainda não descobri qual é a nossa cor, mas temos tanto o que descobrir, que já não tenho pressa.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Ah! se eu pudesse voltar

Me escreva uma carta sem remetente
Só o necessário e se está contente
Tente lembrar quais eram os planos
Se nada mudou com o passar dos anos

E me pergunte: "O que será do nosso amor?"
Descreva pra mim sua latitude
Que eu tento te achar no mapa-múndi
Ponha um pouco de delicadeza
No que escrever e onde quer que me esqueças

E eu te pergunto: "O que será do nosso amor?"
Ah! se eu pudesse voltar atrás
Ah! se eu pudesse voltar



[Mapa-Múndi - Thiago Pethit]

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O mundo dos solteiros é maluquíssimo.

O sujeito ou a garota que havia uma semana professava joelhadas de devoção a uma vida sem amarras amorosas, uma vida eterna de solteirice e esbórnia, pode ter simplesmente se apaixonado nesse intervalo. Pode ter conhecido alguém. Sei lá. Tudo é possível a cada fim de semana que passa, a cada sexta à noite, a cada boite, a cada trombada que a gente dá.


Texto extraído da coluna Fale com Ele.
 

sábado, 17 de novembro de 2012

No apagar das luzes.




É preciso calma, paciência. É preciso que as luzes se apaguem e que os joelhos se dobrem, que os ouvidos se inclinem, que a Tua vontade seja feita.
Sinceridade ao entregar tudo o que é meu, o que é seu. Deus não quer sua manhã ou a hora do dia que você fala com ele, Ele te quer em tempo integral e para sempre. Isso deveria nos embaraçar, envergonhar, intimidar. Será que chegamos a este ponto?
Eu sei que não sou ninguém para falar disso, dessa forma. Mas diante de Deus, quem é algo ou alguém?
É preciso juntar os pedaços, aqueles bem pequenos, miúdos e quase invisíveis que restaram de nós, juntar a tristeza, regenerar. Sentir o abraço, aperto, afago e o amor. Perceber que não estou só.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Nós&Tons

Nós, nós que desatam em nós. Se fizessemos tudo calmamente teriamos a perfeita finalização. Que cada aperto fortaleceria a união de nossos fios e por fim teríamos o mais belo dos laços. Laços que apertam e deixam a saudade, abraços apertados que fecham lacunas, buracos de dor encobertos por uma tarde de sol. Claridade, que vivacidade que tinham teus olhos e com quanta paixão me olharam, parecia música, parecia dúvida, chuva, sol e tudo aquilo que eu fiz parecer. Transparecer pra você que não há nós, nem um. Somos pouco, mas ainda somos muito para nós. O que é você se não o meu riso, que tem o melhor tom quando sorri contigo.




 Que saudade eu tive dessa vontade de escrever, apenas por escrever, por ter o que dizer sem querer dizer nada de mais.