sábado, 20 de outubro de 2012

Raincoat

Sempre prometendo que jamais permitiria que eu fosse me molhar, sempre cobrindo os meus ombros quando a água que caía tentava me impedir de continuar. Mas os pés estavam sempre descobertos, sempre molhados, úmidos, frios, minhas botas ensopadas. Porém, você sempre me ajudou. Até que desgastou, furou, rasgou. Tive que comprar um guarda-chuva e te deixei em um canto, pois não quis lhe abandonar tão cedo. Tentei consertar seus buracos, tentei remendar, improvisei. Não dá para dizer que ficou bom, mas foi o que consegui fazer por nós. Mas sempre me senti uma boba usando aquele guarda-chuva idiota, que só sabia voar das minhas mãos. Quero minha boa e velha capa de chuva de volta.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Oh, my talking bird

Eu vi você chegar, tentei evitar, mas logo eu estava saindo pela porta dos fundos. Evitei várias vezes o teu olhar, a confusão e tantos outros sentimentos que isso me causaria. Por um tempo foi fácil, até o dia em que percebi que sempre vivemos juntos, dormindo debaixo do mesmo teto. Foi aí que eu percebi que nunca deveria ter partido. Ainda é cedo para dizer, cedo demais para esquecer. Eu estou voltando para casa meu pequeno. Não chame isso de abandono, eu nunca quis te deixar, eu só quis que você soubesse que poderia bater suas asas livremente, meu pássaro falante, eu amarei você para todo o sempre.



the longer you think the less you know what to do.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Tempo

Deu saudade, um aperto enorme. Tudo aquilo que vivemos ficou para trás, mas por quê? Deixamos escapar do nosso vazio tanta coisa. Faltou tanto ar, faltou fôlego pra acompanhar. Dentre tantas opções, escolhemos a felicidade, o nosso bem. Uma noite, foi o que eu te pedi. Foi o suficiente para entender que demora para o daqui a pouco acontecer. A saudade passa, o aperto também. O céu continua brilhando, mesmo debaixo de tanta chuva. Deve ser a primavera.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Soneto de fraternidade

o coração parou
a razão pirou
fez na mente uma bagunça
fez da gente desalinho

mas a gente não vê
quando viu, passou
quando quis, já acabou
quando achou o tom, desafinou

achou estar confusa
na verdade não estava
era mesmo a convicção

achou que sentiu
honestamente, se enganou
era só a primavera

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Positividade

Existem tantas coisas para serem priorizadas não é? Mas não adianta, quando temos uma coisa em mente, nada tira. Nem mesmo a nossa vontade de tirá-la. É isso e ponto, é isso e pronto. Persistência leva a desistência? Ou ao cansaço? Para mim, leva a dor, a angústia, ao desânimo. Você não se cansa de sofrer? É claro que canso. Acreditando sempre na hora em que o bem virá, que a calmaria chegará.  Não quero mais cabeça quente, nem dores de cabeça. Preciso de um pouco de paz, um boa dose de amigos, me transbordar. De gente honesta, de sentimentos bobos, de ótimos motivos para rir, de rir sem motivos. Esquece o que foi dito, besteira, foi engano por um momento. Somos tão maiores do que isso, estamos além daquilo que aparentamos ser. Sem essa de prioridades agora, eu quero aquilo que me traga o bem.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

e agora?

E eu então me vejo, as 2 horas da madrugada pensando longe. Tão longe quanto tudo. Tão longe quanto...