Meio-dia, meia hora, meia-noite. Já não se importava e pouco ligava para que horas eram ou aonde deveria ir. Ela era só sorrisos e ele mil felicidades. Contava os segundos para aquele último momento de felicidade do dia, queria que aquele sorriso nunca mais acabasse e que da sua memória nunca se dissipassem. Eram felizes juntos e assim eles eram mais. Ele a tirou daquela rotina que ela sempre viu e viveu, ela deu a ele um pouco mais de cor a vida dele. Ele lhe mostrou o quão importante seriam juntos e quão inseparáveis eles poderiam ser. Ela contava as horas para poder desabafar sobre tudo aquilo que lhe angustiou durante o dia. Dizia que era a proximidade da distancia que eles mantinham e a falta de planejamento naquele relacionamento que os manteve tão perto e tão longe. Reconheceu que todas as dores ali eram causadas por ela, por causa daquele seu modo sem jeito, inconstante e inconsequente. Quem sabe ate insensível. Mais ele fez com que ela pudesse sentir de novo, reconheceu aquele sentimento, teve medo, sentiu alegria, sorriu. Como se fosse a primeira vez, mais ainda vivia a mesma historia, sob olhos diferentes. Porém, o amor que ali nasceu era muito mais complexo.
Coloriu. A cor que hoje pintava as paredes era de acordo com a nossa vontade.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Olhos negros
Mal sabia ela que a cor dos olhos nunca mais seria a mesma. Desde a última vez que o encontrou aqueles olhos antes brilhantes, agora eram negros e irreconheciveis como as profundezas do mar. Sentiu saudade da profundeza e da paz que aqueles olhos lhe transmitiam e hoje eram tão vazios. Faltavam-lhe as palavras para descrever aquele rosto que no pequeno relicário parecia tão delicado e hoje estava tão triste. Faltaram palavras para dizer adeus, pois despedir-se nunca foi o suficiente. Mais foi o que fez, virando a pagina e fechando o livro, dando adeus a quem foi. Hoje ela era outra pessoa, mais confiante e decidida sobre tudo. Aqueles olhos negros que tiraram sua confianca nunca mais seriam vistos novamente.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Amanhecendo.
Quando ela abriu os olhos, mal notou que as primeiras luzes do dia começavam a brilhar. Dormiu tanto depois do seu primeiro dia que mal percebeu que era o sol, dando o seu bom dia. Não viu o tempo passar. Não viu quanto tempo passou. Só sabia que ali estava ela, deitada naquela cama que passou a ser mais familiar. Teve apenas imagens rápidas e sem sentido algum da sua vida. Então aqueles rostos no relicário que antes eram desconhecidos agora eram mais nítidos. Ela não quis lembrar quem era, mais a lembrança veio muito forte. Seu coração estava explodindo, destruindo-a de dentro para fora, sem saber quem era,sem saber onde estava.
Por alguns minutos sentiu saudade. A xícara de café quente lhe esquentou o coração, apagou a dúvida, deu vontade de ficar. Ela ficou, aquela conversa prolongaria-se por horas, o dono da foto do relicário havia acabado de chegar.
Por alguns minutos sentiu saudade. A xícara de café quente lhe esquentou o coração, apagou a dúvida, deu vontade de ficar. Ela ficou, aquela conversa prolongaria-se por horas, o dono da foto do relicário havia acabado de chegar.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Renascer
Foi como abrir os olhos e enxergar a cor do céu novamente. Nasceu de volta em um corpo que nunca foi seu, sendo alguém que nunca quis ser, nunca antes pensou em ser. Sentir saudade da simplicidade dos atos, da leveza e delicadeza que tudo costumava ter. Da nobreza.
Logo foi abraçada pela brisa. Passou dias de frio terríveis na última vez que esteve acordada. Sentiu a luz iluminar seu rosto, reacender sua velha chama, porém a própria já não tinha mais forças para permanecer acesa. Até que um velho homem lhe ofereceu uma pequena e delicada lamparina para que ela pudesse aquecer suas noites. Pendia também sob a mesa uma corda de ouro, um relicário. Não pareceu reconhecer os rostos que ali estavam, guardou-o em uma gaveta, pegou sua lamparina e dirigiu-se ao quarto e deitou-se naquela cama que ainda não era sua.
Prometeu a si mesma que não iria mais voltar.
Logo foi abraçada pela brisa. Passou dias de frio terríveis na última vez que esteve acordada. Sentiu a luz iluminar seu rosto, reacender sua velha chama, porém a própria já não tinha mais forças para permanecer acesa. Até que um velho homem lhe ofereceu uma pequena e delicada lamparina para que ela pudesse aquecer suas noites. Pendia também sob a mesa uma corda de ouro, um relicário. Não pareceu reconhecer os rostos que ali estavam, guardou-o em uma gaveta, pegou sua lamparina e dirigiu-se ao quarto e deitou-se naquela cama que ainda não era sua.
Prometeu a si mesma que não iria mais voltar.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
que te fez sorrir
Hoje deu saudade, um aperto. Achei um refúgio. Meio você, meio eu. Um pouco de nós dois. Me faz sorrir, me faz bem, me faz feliz. Um pouco daquela saudade que eu sabia que não podia sentir, mais sempre soube que um dia eu sentiria. Só que a saudade passou, virou angústia, virou ansiedade, virou passado.
A página virou.
Será que virou? Ainda vejo reflexos nossos pelos espelhos que olho de relance. Finjo não ver. Não noto, vou embora. Eu já não disse adeus uma vez? Só que você voltou. E com mais amor do que nunca, voltou melhor, voltou mais amável. Deu vontade de ficar. Você não pediu, eu fiquei.
Você que só quer o bem,
você também me faz sorrir.
A página virou.
Será que virou? Ainda vejo reflexos nossos pelos espelhos que olho de relance. Finjo não ver. Não noto, vou embora. Eu já não disse adeus uma vez? Só que você voltou. E com mais amor do que nunca, voltou melhor, voltou mais amável. Deu vontade de ficar. Você não pediu, eu fiquei.
Você que só quer o bem,
você também me faz sorrir.
sábado, 17 de setembro de 2011
Brilho nos olhos
E eu sei que continuo. Continua achando a mesma coisa todos os dias quando acordo. Continuo pensando que o problema sou eu, que a solução é você.
Vividamente acordada, porém sempre com pouca atenção, pra tudo. Sempre te dizendo que não, sempre pensando que sim. Sempre no laço do abraço, no aperto do nosso espaço.
As minhas duvidas eu quero ter a tranquilidade de deixar pra la. Quero relaxar, ficar feliz ali, naquele momento. Os meus disabores, esquece agora, com o tempo você desenrola.
E esse brilho nos teus olhos eu quero poder ver toda a hora.
Vividamente acordada, porém sempre com pouca atenção, pra tudo. Sempre te dizendo que não, sempre pensando que sim. Sempre no laço do abraço, no aperto do nosso espaço.
As minhas duvidas eu quero ter a tranquilidade de deixar pra la. Quero relaxar, ficar feliz ali, naquele momento. Os meus disabores, esquece agora, com o tempo você desenrola.
E esse brilho nos teus olhos eu quero poder ver toda a hora.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
só mais uma
é muito coragem pra pouco medo.
é muito medo pra pouca coragem.
quero ou não quero te ver?
quero ou não?
quero!
ou não?
coragem.
viaja comigo, me leva embora
te levo pra viajar se você quiser ir embora comigo.
só preciso de tempo
só preciso de um ar fresco
só preciso ir embora
só preciso
só isso.
é muito medo pra pouca coragem.
quero ou não quero te ver?
quero ou não?
quero!
ou não?
coragem.
viaja comigo, me leva embora
te levo pra viajar se você quiser ir embora comigo.
só preciso de tempo
só preciso de um ar fresco
só preciso ir embora
só preciso
só isso.
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