quinta-feira, 10 de outubro de 2013

She changes the weather


We just need learn how to change.
And the most important thing: act different on the next time.

sábado, 31 de agosto de 2013

Don't let me go


Outra noite mal dormida acompanha de um outro sonho sem explicação. Tão cansada de carregar um peso desnecessário, de correr atrás do vento, de tentar achar o fio da meada. Resolveu que estava na hora de encarar-se em frente ao espelho. Aquela cor de cabelo que já não combinava mais com ela, a palidez em seu rosto era perceptível, esteve alguns dias enscondendo-se, com medo da solidão, que naquele dia bateu a sua porta. Disseram-lhe que com o tempo as coisas tornariam-se mais fáceis. Pois não tornaram-se.
Ligou seu telefone e haviam mais de 25 mensagens dele, parecia preocupado, mas ela já não se importava tanto assim e ele sabia o porque, ela só estava cansada de tanto descaso. Mas ela sentia falta de poder dizer "Eu te amo" para alguém no fim do dia e principalmente de saber que tinha aquele sorriso só para ela, para ele isso era só bobeira. 
Sempre teve a sensação de que ele faria isso a qualquer momento, de que soltaria a sua mão pois não aguentaria segurá-la por muito tempo mais.



Sometimes, it's too much for us, but we can't be selfish, we just need deep breath. But it isn't always that we get hold on to the end and a new breath doesn't make you feel better. 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Quando o arco-íris encontrar o pote de ouro.

É como se não houvesse barulho e todo o silêncio fosse ruidoso. Você mal foi embora e já queria te pedir pra voltar. Era final de março. Você sabe o quanto eu odeio esse mês, era quase injusto me deixar passar ele sozinha.
"Você consegue passar por tudo isso sozinha meu amor."
É claro que eu conseguia, mas eu não queria. Eu te disse isso. As torrentes de água que caíram todos os dias até a sua volta quase me afogaram, mas eu não tenho certeza se realmente choveu tanto assim.
Por um minuto senti como se todas as luzes estivessem apagadas. Como se você estivesse aqui, dava vontade de ficar. Leva mais tempo do que parece, mas acabei acostumando, a tua ausência era tão presente que era como se você estivesse aqui, de novo. Já fazia tanto tempo que eu nem me lembrava quanto tempo passou. Demorou alguns dias para recuperar essa noção de tempo.
Outubro chegou para mim como se fosse o sol. E disso eu estou certa, quando te vi passar aquela porta, a chuva parou e eu vi um arco-íris. Me disseram uma vez que isso significava muito e, hoje eu sei o quanto significa. Você é o meu pot of gold.

terça-feira, 7 de maio de 2013

until now...

É como se tudo aquilo que antes era dor tivesse acabado bem. Ele é todo assim, destrambelhado, abobado e sem sentido, mas foram essas faltas de noção que fizeram ela ter razão para acreditar nas palavras dele: "Eu escolhi alguém para continuar e quero que seja você! Eu tô cansado de acordar e ficar pensando em porque eu não fiz isso antes, eu não vejo mais motivo para não ter você comigo."Ela riu, virou pro lado e fingiu, mas dentro dela seu sorriso se abriu quando viu o brilho nos olhos dele e ele, sem entender o porque daquele riso, meio sem graça perguntou se ela não queria nada com ele. Ela sorriu, abraçou-o e sussurou: "Eu não sei como aguentei ficar sem você até agora, você não sabe o quanto eu estou feliz!"

terça-feira, 5 de março de 2013

o outuno


a cor, o tom, o movimento
os galhos, as folhas, os sentimentos
o ter, o ver e o não mais caber
não cabe em mim
só cabe assim
perto de mim
enfim,
o sim.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Quintaneando

É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,

teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
a folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te!

(Presença - Mário Quintana)

domingo, 13 de janeiro de 2013

Provavelmente,

Noites mal dormidas, nunca eram resultados de boas coisas. Ainda tinha medo dos monstros embaixo da cama ou dentro do guarda-roupas. Provavelmente todos aqueles medos que tinha eram somas do passado, problemas mal resolvidos, portas entre-abertas. Dentre tantas as escolhas, cuidou tanto para que não fizesse a pior e acabou fazendo, ela acabou com tudo em questão de segundos, acabando com mais um sonho: o de fazer o que é certo. Nunca pensou que fosse se importar em ver ele sair por aquela porta, mas confessou ao seu diário que isso lhe afligiu. Teve vontade de chorar, de correr, de fugir, de fechar os olhos. Diante de todo aquele tumulto, nada disso conseguiu fazer, esqueceu-se até de olhar para trás, pois ela provavelmente não se importa mais.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Verão, carinho e coração.

Haviam tantos quadros expostos naquela sala, mostravam toda a vida mísera que levara até aquele dia cinzento. Porém, havia na sala ao lado quadros tão coloridos que nem pareciam ser seus, com cores tão vivas que nem pareciam pertencer a sua paleta. Tantos sorrisos, tanta paixão naquelas molduras. Desde quando aquele sorriso era seu? Lembrou-se de alguém chegando, camisa branca, calça jeans, um tênis bonito e um sorriso esplêndido. Foi assim, dessa forma calma e tão perturbadora que ele tinha ganhado o coração daquela menina. Fazia dela carinho e dele coração. Se ainda não sabia ainda o que fazer, descobriu no momento em que viu aqueles quadros. Sabia agora para onde e com quem ir, o verão tinha chegado.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Sobras



Tanta poeira em nossos sapatos, se acumulando cada dia mais, nossos pés se esconderam debaixo de tanto pó. Nos prendemos a essa condição, nos acomodamos em viver assim, um passo mais largo parecia ousado, um abraço mais apertado parecia pecado. Acontece que para nós tempo sempre foi de sobra, assim como sempre sobraram tantos espaços vazios, ainda sobram tantas dúvidas. Sobras de bons momentos que vivemos, passaram e acabaram. Alguns tons desbotam, uns permanecem os mesmos, outros só ficam mais vivos. Ainda não descobri qual é a nossa cor, mas temos tanto o que descobrir, que já não tenho pressa.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Ah! se eu pudesse voltar

Me escreva uma carta sem remetente
Só o necessário e se está contente
Tente lembrar quais eram os planos
Se nada mudou com o passar dos anos

E me pergunte: "O que será do nosso amor?"
Descreva pra mim sua latitude
Que eu tento te achar no mapa-múndi
Ponha um pouco de delicadeza
No que escrever e onde quer que me esqueças

E eu te pergunto: "O que será do nosso amor?"
Ah! se eu pudesse voltar atrás
Ah! se eu pudesse voltar



[Mapa-Múndi - Thiago Pethit]

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O mundo dos solteiros é maluquíssimo.

O sujeito ou a garota que havia uma semana professava joelhadas de devoção a uma vida sem amarras amorosas, uma vida eterna de solteirice e esbórnia, pode ter simplesmente se apaixonado nesse intervalo. Pode ter conhecido alguém. Sei lá. Tudo é possível a cada fim de semana que passa, a cada sexta à noite, a cada boite, a cada trombada que a gente dá.


Texto extraído da coluna Fale com Ele.
 

sábado, 17 de novembro de 2012

No apagar das luzes.




É preciso calma, paciência. É preciso que as luzes se apaguem e que os joelhos se dobrem, que os ouvidos se inclinem, que a Tua vontade seja feita.
Sinceridade ao entregar tudo o que é meu, o que é seu. Deus não quer sua manhã ou a hora do dia que você fala com ele, Ele te quer em tempo integral e para sempre. Isso deveria nos embaraçar, envergonhar, intimidar. Será que chegamos a este ponto?
Eu sei que não sou ninguém para falar disso, dessa forma. Mas diante de Deus, quem é algo ou alguém?
É preciso juntar os pedaços, aqueles bem pequenos, miúdos e quase invisíveis que restaram de nós, juntar a tristeza, regenerar. Sentir o abraço, aperto, afago e o amor. Perceber que não estou só.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Nós&Tons

Nós, nós que desatam em nós. Se fizessemos tudo calmamente teriamos a perfeita finalização. Que cada aperto fortaleceria a união de nossos fios e por fim teríamos o mais belo dos laços. Laços que apertam e deixam a saudade, abraços apertados que fecham lacunas, buracos de dor encobertos por uma tarde de sol. Claridade, que vivacidade que tinham teus olhos e com quanta paixão me olharam, parecia música, parecia dúvida, chuva, sol e tudo aquilo que eu fiz parecer. Transparecer pra você que não há nós, nem um. Somos pouco, mas ainda somos muito para nós. O que é você se não o meu riso, que tem o melhor tom quando sorri contigo.




 Que saudade eu tive dessa vontade de escrever, apenas por escrever, por ter o que dizer sem querer dizer nada de mais.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Relicário [...]

Não crie propriedade sobre aquilo que não é seu, não se apegue a promessas que não lhe foram feitas, não se entregue totalmente, deixe sempre aquele "pé a trás", é ele que vai te ajudar a se erguer quando for necessário. Não crie julgamentos, comparações, livre a mente das coisas passadas, abra mão. Não deseje o mal a ninguém, não crie expectativas, não finja, não fuja. Enfrente a dor, o calor, o sabor, o amor. Perdoe. Liberte-se. Esqueça, mas não me esquece. Vá e volte, fique, permaneça sempre, aqui.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

passarinhos [...]

Precisamos de tempo, espaço, certezas. Preciso de algumas coisas que deixei para trás, colocar ponto, vírgula e acentuar. Que o meu para sempre, seja agora e que o meu amanhã seja ontem. Não é como se houvesse pressa, ainda temos tantas coisas para reparar, estamos quebrados. 
Somos os cacos, os fracos, mas foi assim que aprendemos a ser fortes, foi assim que crescemos e é isso o que somos. Somos o resto da saudade, a dor e o amor da vontade, a inspiração e a fantasia do não saber. O riso do choro e a lágrima da alegria, somos o inverso daquilo que aprendemos a ser, a exclamação na hora da dúvida. É ver graça, rir do riso, rir de nós, vós, eles. Ter pressa e não correr, ser prece e não pedir. 
Margear, margear-se. Razão, medo, enfim, paixão.
Outros tantos passarinhos.

sábado, 20 de outubro de 2012

Raincoat

Sempre prometendo que jamais permitiria que eu fosse me molhar, sempre cobrindo os meus ombros quando a água que caía tentava me impedir de continuar. Mas os pés estavam sempre descobertos, sempre molhados, úmidos, frios, minhas botas ensopadas. Porém, você sempre me ajudou. Até que desgastou, furou, rasgou. Tive que comprar um guarda-chuva e te deixei em um canto, pois não quis lhe abandonar tão cedo. Tentei consertar seus buracos, tentei remendar, improvisei. Não dá para dizer que ficou bom, mas foi o que consegui fazer por nós. Mas sempre me senti uma boba usando aquele guarda-chuva idiota, que só sabia voar das minhas mãos. Quero minha boa e velha capa de chuva de volta.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Oh, my talking bird

Eu vi você chegar, tentei evitar, mas logo eu estava saindo pela porta dos fundos. Evitei várias vezes o teu olhar, a confusão e tantos outros sentimentos que isso me causaria. Por um tempo foi fácil, até o dia em que percebi que sempre vivemos juntos, dormindo debaixo do mesmo teto. Foi aí que eu percebi que nunca deveria ter partido. Ainda é cedo para dizer, cedo demais para esquecer. Eu estou voltando para casa meu pequeno. Não chame isso de abandono, eu nunca quis te deixar, eu só quis que você soubesse que poderia bater suas asas livremente, meu pássaro falante, eu amarei você para todo o sempre.



the longer you think the less you know what to do.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Tempo

Deu saudade, um aperto enorme. Tudo aquilo que vivemos ficou para trás, mas por quê? Deixamos escapar do nosso vazio tanta coisa. Faltou tanto ar, faltou fôlego pra acompanhar. Dentre tantas opções, escolhemos a felicidade, o nosso bem. Uma noite, foi o que eu te pedi. Foi o suficiente para entender que demora para o daqui a pouco acontecer. A saudade passa, o aperto também. O céu continua brilhando, mesmo debaixo de tanta chuva. Deve ser a primavera.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Soneto de fraternidade

o coração parou
a razão pirou
fez na mente uma bagunça
fez da gente desalinho

mas a gente não vê
quando viu, passou
quando quis, já acabou
quando achou o tom, desafinou

achou estar confusa
na verdade não estava
era mesmo a convicção

achou que sentiu
honestamente, se enganou
era só a primavera

sexta-feira, 21 de setembro de 2012